Serra Talhada Vem simbora mais eu Lá pro aconchego do sertão Vamos dançar o baião Sentir o cheiro do desejo No arrasta pé até amanhecer o dia Aí que alegria vivenciar todo dia Essa chama da paixão. Só sente a semente O plantar o pé da gente Tão de repente que nem sente Se é no pé de serra No lajeiro, na grota do xaxado Onde nasceu o rei do cangaço O Virgulino Lampião. Vem, vem sentir o vento Que corre sem cerimônia Não é de fazer vergonha A sede na seca! A falta da mata verde As criações a definhar Por falta de chuva, não é de trabalhar. Se você não conhece o meu nordeste Não sabe o significado cabra da peste Não é um palavrão É apenas uma referência A um matuto trabalhador Mesmo com fome e muita dor Não desisti do seu destino que é lutar. Lutar por um mundo justo Sem injustiça e roubalheira Que não mede a beira Nem o fundo do poço Luta, vai fundo até o pescoço Não foge do enrosco Mas não procura confusão. Sou matuto com muito orgulho Sou do sertão Sou nordestino Sou Pernambucano ...